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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Capitulo V



         Os dias foram se passando, e eu já não via a escola da mesma forma que antes, consegui fazer colegas em menos de uma semana, até sabia o nome de alguns, Tinha a Anna a minha primeira colega e também parceira nas aulas ela era tagarela demais, mas conseguia me deixar alegre em qualquer momento, Amanda era a mais nova, muito espoleta mais muito fofinha também, gostei dela de cara, o que me assustava é q eu realmente estava me envolvendo com pessoas de verdade, tinha o Billy, um garoto baixo com cabelos castanho que usava um óculos descolado, porem não conseguia se desfazer da expressão de super inteligente sob hipótese alguma, Dennis era super legal e querido era apaixonado por Amanda, mais escondia isso de todos, embora eu não fosse a única que percebia, já o Marck era a paixão secreta de Anna, ele era muito bonito, mais um pouco infantil e Sophie era muito dedicada aos estudos, ela era quem ajudava a galera com os deveres.
         Todos foram super gentis e legais comigo, como nunca nenhuma pessoa da minha idade foi e isso me surpreendia, finalmente eu tinha pessoas para conversar, almoçar e me divertir, mais eu sentia falta de alguma coisa, não sabia o que era, mais eu me sentia incompleta.
         Nunca mais Anna tocou no nome do Goldman, e eu também nunca mais fiz perguntas, eu estava tão ocupada com as tarefas da aula, e com as saídas com meus “amigos” que esquecera completamente deles, depois da aula sempre íamos fazer alguma coisa, como ir ao cinema, ao parque, jogar vôlei_ eu era péssima com esportes eu só ficava sentada rindo e olhando _ e algumas vezes também íamos a biblioteca estudar, ela tinha alguns livros bons, fiquei feliz de encontrar um livro de Kris lá, mas entristeci ao ver na ficha que apenas um aluno havia lido, mais quando puxei a ficha para ver o nome tive que segurar o grito, pois com uma letra totalmente bonita podia ler Robert Goldman, respirei bem fundo, fechei o livro e voltei como se nada tivesse acontecido, foi difícil esconder, pois eu era uma péssima mentirosa, mais ninguém notou tão claramente, só me perguntaram se eu estava bem, assenti e continuei com os deveres de literatura.
         Resolvemos ir à praia no final de semana, Kris ficou feliz de saber que eu tinha novos amigos, e me incentivou a sair com eles, eu ia dormir na casa de Sophie, pois ficava mais próxima da praia e eu não queria que Bryan me vice de biquíni, peguei minha mochila e a abasteci com roupas, minha necesserie, calcinhas, e outras coisas importantes. Os pais de Sophie eram legais, me trataram super bem, mais fiquei mais tempo no quarto dela conversando, rindo e brincando, mas uma coisa me deixou aflita e confusa, ela me contou que quando era pequena era a única amiga de Robert, disse que ele era legal, apesar de nem todos o tratarem bem, ela tinha 11 anos e ele 12, ela riu contando que sofria de uma paixonite de pré-adolescente por ele, mais que ele de repente ficou muito estranho e começou a ignorá-la, e que Sophie sofreu muito com isso na época, mais com o tempo o esqueceu, mais ela confessou que quando soube que ele voltara, teve a esperança de poder ser “amiga” dele de novo, mais quando ele passou por ela no corredor fingiu que não a conhecia e ela ainda tremia quando o via na escola, ela ficou séria por tempo e depois teve uma crise de riso, disse que eu parecia uma estatua ouvindo o que ela dizia!
         Fomos dormir super tarde, eu tentava ser uma companhia agradável, mais não sabia se eu tinha obtido sucesso, só sei que pela manhã pulei da cama, escovei os dentes, coloquei um biquíni e já estava pronta quando Sophie se levantou da cama, ela sorrio dizendo que perdeu o horário, eu retribui e a levantei da cama, enquanto ela usava o banheiro eu arrumava os lençóis e ajeitava o quarto, para não perder tempo, comemos cereais, e saímos correndo para encontrar a galera na praia. Todos já estavam brincando e rindo enquanto eu estava hipnotizada pelo mar, era tão lindo, azul e profundo, nunca tinha visto o mar antes, só quando era menor  e ia com meu pai, mais a lembrança do mar já estava apagada, esse mar era diferente, mais convidativo,mergulhei na primeira oportunidade, e senti a água salgada sobre meu corpo, era extremamente bom, ouvi Marck me dizendo para ter cuidado mais eu disse que me sairia bem, pois sabia nadar, cada vez mais fundo eu ia, parecia que estava com uma sede insaciável por aquela água que refrescava meu corpo sob o sol, de repente senti que meus pés não tocavam mais o chão.Epa! _O que está acontecendo?_ Perguntei a mim mesma, tentei mergulhar a procura do solo e não o encontrei, senti que estava totalmente perdida, e não ouvia mais nada, nem enxergava, já que sentia uma dor intensa em meus olhos devido ao sal do mar, entrei em desespero, me debatendo sobre a água, tentando voltar e inspirar ar, mais estava tudo horrivelmente azul, não conseguia ver luz alguma _Seria assim que eu deveria morrer?_ Eu não queria morrer agora, Kris ainda precisava de mim, logo agora que eu tinha amigos? Eu não tinha mais força para lutar, e nesse exato momento senti ser puxada por alguém para fora da água, mais não conseguia abrir os olhos, nem respirar, falar era impossível, só meu pensamento ainda estava bem _Morri?_pensei achando que talvez era assim que a morte chegava, eu realmente achava que estava morta.
         __Ainda não! Você ainda tem muita coisa pela frente Meg!
         Era uma voz que eu nunca tinha ouvido, mais calma aí! Eu não conseguia respirar, só pensar, como ele poderia ter ouvido o que eu pensei? Devo estar maluca mesmo!
         Ouvi as vozes de todos os meus amigos, alguns soluços pareciam ser de Amanda e Anna, os meninos estavam desesperados e Sophie já tinha ligado para o hospital mandar uma ambulância, senti que fui jogada sobre a areia macia da praia, senti um calor sobre meus lábios, senti sugarem a água por minha boca, era parecido com o que eu fazia quando a pia da cozinha entupida, de repente o calor se foi, e comecei a vomitar água, o ar voltou e abri os olhos, a única coisa que consegui ver foi um rosto em cima do meu, era lindo, com os cabelos encharcados pela água do mar, ele estava sério, sua expressão era de preocupação, ele me perguntava se eu estava bem, eu não conseguia responder, meus olhos estavam perdidos naqueles olhos verdes que eu nunca me esqueci, era um verde escuro diferente de todas as cores que tinha visto, ele tocou meu rosto com a mão, e disse para eu esquecer seus olhos, disse que eu estava lhe deixando preocupado e perguntou se eu estava bem, eu totalmente confusa consegui dizer que sim. Ele se levantou imediatamente disse que eu ficaria bem e foi embora, sim ele foi embora, tentei olhar para onde ele ia mais todos estavam ao meu redor, me impossibilitando de ver para onde ele caminhava. O barulho da ambulância me fez acordar daquele transe que eu insistia em ficar.
         Deitada sobre uma maca desconfortável do hospital, eu pude ver Kris sentada em uma das poltronas, eu estava a mais ou menos 30 minutos na mesma posição, pelo vidro do lado da porta do quarto eu via rostos e mais rostos, todos os meus colegas e amigos estavam ali, eu sorri sem graça, não entendia tanto desespero, eu estava viva afinal, graças aquele garoto lindo que me salvou, mais por que ele foi embora? Será que estava do lado de fora também?Ouvi o Dr. Howell abrir a porta.
         __Melhor Meg?
         Com um pouco de dor no pescoço disse que sim. E ele examinando uns papeis com um tom confiante disse:
         __Bom, pelos exames você está bem, parece que foi mais um susto, daqui a alguns minutos já posso liberar você!
         Então se virou para Kris e começou a conversar com ela, não prestei a menor atenção neles, tentei me levantar da cama, consegui,cambaleei um pouco, mais me apoiei na parede, Kris me pegou pela mão para irmos para casa, suspirei com medo do que teria que enfrentar com aquela multidão de alunos querendo falar comigo.

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