__Oi lindinha.
Pulei da cama ao ouvir aquela voz que fez meu corpo se arrepiar, ele era alto e forte, agarrei o travesseiro como se fosse um escudo, ele estava dentro do meu quarto, a janela estava aberta e revelava uma fria noite, senti medo, não, senti algo pior que isso, pânico, pavor, não existem palavras que possam descrever como me senti gaguejando respondi:
__Que-e-em é você?
Eu queria correr e gritar, mas meu corpo não se mexia, eu estava imóvel, quando vi uma cicatriz em seu pulso, Rachel, meu deus eu precisava de Rob, tentei gritar em meus pensamentos para ele vir, mas antes senti uma dor inexplicável em meu rosto e ele continuou:
__Vou lhe contar uma historinha Meg, e não adianta pensar em Robert porque ele está bem longe daqui, eu era um garoto feliz, sim eu era, tinha uma linda namorada, que me entendia, que cuidava de mim e me ensinava a me controlar, mas o seu namoradinho não estava contente e tinha que estragar tudo, ele tinha que convencer a irmã dele a me deixar, e olha o que aconteceu, ele matou a família toda, sim eu sei que foi ele, não sei como ele conseguiu, mas ele matou a minha adorável e amada Rachel, e ele merece mais do que a morte, ele merece perder a coisa que ele mais ama na vida e essa coisinha frágil e delicada está aqui em minha frente...
Ele passou a mão no meu rosto e tocou em minha testa, o meu desespero era tão grande que ele começou a rir de mim, ele queria me matar, pude ver em seus olhos que ele queria me ver morta, não sei como, mas minhas pernas se firmaram no chão, meus braços e minhas mãos pegaram meu casaco, e eu me vesti, mas eu não queria fazer aquilo, era como se meu corpo não me obedecesse, desci as escadas da minha casa tão suavemente que não fiz nenhum barulho, ele estava me esperando do lado de fora, me colocou em seu carro e me levou até um lugar deserto, eu não conseguia falar ou gritar, porque ele tirou minha voz, meu corpo doía, enquanto ele ficava sentado no chão me olhando e de certo pensando no jeito que iria me matar, me torturou levemente, chegou mais perto, eu podia ouvir sua respiração e as batidas fortes e pesadas do meu coração deslizou sua mão no meu cabelo e olhou para os meus dedos, senti os ossos se quebrando, a dor novamente tomou conta de tudo, eu não podia chorar, porque minhas, porque minhas lagrimas ele também não permitia, senti tanta dor como se meu corpo se rasgasse a cada movimento q ele fazia com o rosto, ele nem precisava me tocar, ele ria, chorava, dizia que amava Rachel, mas Rob a matou, que não queria me matar, mas precisava, e ao mesmo tempo ele ficava com raiva, e me torturava ainda mais, eu já estava jogada no chão, pensei na minha mãe, no meu pai, em Rob, na escola, nos meus amigos, e na minha morte que estava para acontecer, eu já não tinha mais esperanças, foi quando eu a vi, ela era alta e cheia de curvas, tinha um longo cabelo louro avermelhado, usava uma calça preta de couro e uma bota de cano longo e salto alto na mesma cor, uma blusa prata era o ponto de luz da sua produção, ela estava parada ao lado de um poste, fumando um cigarro, ela caminhou até a mim , e Sam continuou perplexo quando teve a certeza assim como eu tive de que estávamos a frente de Rachel.
Sabia que sua amiga anda te divulgando? Queria eu ter amigos assim...
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